Virtuoso, brilhante e único são alguns dos adjetivos na vida deste músico, que contagia platéias em turnês por todo o mundo, construindo uma carreira de inúmeros prêmios.
Hamilton de Holanda começa a tocar aos 5 anos e anos depois ao adicionar duas cordas extras, 10 no total, reinventa o bandolim mundial e liberta o emblemático instrumento brasileiro do legado de algumas de suas influências e gêneros. Nos EUA a imprensa logo o chama de "Jimmy Hendrix do bandolim".
Aos 32 anos, identifica-se nos solos deste brasiliense nascido no Rio de Janeiro, a assinatura Hamilton de Holanda. Sua maneira de tocar, o aumento do número de cordas e decibéis, aliados à velocidade de solos e improvisos, inspira uma nova geração e um novo som. Se é jazz, samba, rock, pop, lundu ou choro, não mais importa.
A busca de Hamilton não é do novo, e sim de uma música focada na beleza e espontaneidade. Diante dele, existe um novo mundo cheio de possibilidades. Seu norte é "Moderno é Tradição", o importante não é passado, nem futuro, mas sim, a intercessão entre esses dois, onde se confundem, o momento presente, o "é" - aqui e agora.
O Choro, que na infância e adolescência era a sua influência maior, a despeito dos puristas, transforma em mais uma das suas referências. "Me perguntam se o que faço é o novo Choro. Novo Choro? Não entendo, deve ser talvez porque toco bandolim. O Choro é que nem a Monaliza. Você acha que ela precisa de retoques? Não ! O choro também é assim, está eternizado pela arte maravilhosa de músicos como Luperce, Jacob e Pixinguinha. Perpetuada a tradição, não se precisa de mais nada, apenas apreciar. O que eu faço, na verdade, é uma síntese dessas informações com influência do Choro, Bossa, Jazz, Rock, Som da Rua...É uma música que não precisa de rótulos para existir, mas precisa sim é ser bela." diz Hamilton.
Em sua trajetória consta o prêmio de melhor instrumentista por unanimidade, na única edição e nas duas categorias - erudito e popular, do Icatu Hartford de Artes 2001, permitindo-lhe viver em Paris por um período de um ano, dando asas internacionais ao seu trabalho. Em janeiro de 2005 no Midem, principal feira de música do mundo, fez o show de lançamento oficial das comemorações do ano do Brasil na França e conquistou com "1 byte 10 cordas", primeiro cd de bandolim 10 solo do mundo, o restrito título CHOC da mais importante publicação européia de música "Le Monde de la Musique". Hamilton carinhosamente recebeu da imprensa francesa o título de "Príncipe do Bandolim", da Brasileira - Revista Bravo - "Rei" e de nomes como Hermeto, Maria Bethania, Djavan, Ivan Lins e João Bosco, citações como "Um dos melhores músicos do mundo".
Em 2007 foi Indicado para o Latin Grammy como o melhor disco instrumental "Brasilianos" com seu grupo Hamilton de Holanda Quinteto, concorrendo com nomes como Chick Corea e Belá Fleck. O quinteto também foi consagrado pelo prêmio TIM e Revista Jazz+ como o melhor grupo e Hamilton de Holanda o melhor performer de 2007. Recentemente no Rio de Janeiro, na cerimônia de abertura dos jogos para-panamericanos, tocou o hino nacional e fez a abertura das comemorações oficais do centenário da imigração japonesa no Brasil.
Hamilton vem se apresentando em diversos eventos e festivais de grande importância, no Brasil e no Mundo, Já dividiu o palco com Maria Bethânia, Ivan Lins, João Bosco, Seu Jorge, John Paul Jones (Led Zepellin), Richard Galliano (melhor acordeonista do mundo), Richard Bona, Bella Fleck and the Flecktones além de uma noite singular com os músicos do Buena Vista Social Club.
Seu último trabalho "BRASILIANOS 2" (2008) é totalmente autoral e é a continuação do manifesto cultural pela acessibilidade do grande público à música contemporânea brasileira feita pelos seus jovens virtuoses. Em 2007 lançou o cd solo "Intimo" gravado em quartos de hotéis pelo mundo levantando a democratizaçao e acessibilidade aos meios de gravação, o outro foi o maravilhoso duo com o pianista André Mehmari "Continua Amizade" ambos pela Deckdisc. Vem aí um duo com uma de suas referências, o também bandolinista Joel Nascimento que este ano completa 70 anos e em Janeiro de 2008 acabou de gravar um duo com seu amigo o violonista Yamandu Costa. Consta também na sua discografia participações especiais nos Cds/Dvds de Djavan, Cesaria Évora, Beth Carvalho, Zélia Duncan, Dona Ivone Lara, Ivan Lins, João Bosco, entre outros....
Com técnica soberba e brasilidade absoluta, seja no palco ou no estúdio, Hamilton tira o fôlego de qualquer um com suas interpretações e performances cheias de emoção. Sua versatilidade lhe permite se apresentar com propriedade em qualquer formação: solo, com orquestra, duo, power trio, quinteto entre outras.... Atualmente se apresenta com seu premiado grupo, Hamilton de Holanda Quinteto formado por Daniel Santiago (violão), André Vasconcellos (baixo) Gabriel Grossi (harmônica) e Márcio Bahia (bateria).